O Tatuador de Auschwitz

Havia muito tempo não lia um livro com uma narrativa de história contada. A maioria tem sido mais técnico, falando sobre estudos, resultados e tudo mais. Este livro trata de uma história real em forma de narrativa que prende e emociona bastante.

Capa do livro

A história se passa no contexto da Segunda Guerra Mundial e nos conta desde a chegada do protagonista Lale (Judeu) ao campo de extermínio de Auschwitz, como conseguiu sobreviver, conhecer sua esposa, viver uma história de amor e sair do campo com a chegada dos Russos, quando a Alemanha perdeu força na guerra.

Spoiler alert: É uma mensagem de superação em meio a tanto horror, uma das poucas histórias com final feliz em um período onde a morte, tortura e sofrimento estavam por todo lugar.

Pessoalmente gosto muito das histórias envolvendo a segunda grande guerra, é para mim um alerta do que não devemos fazer, um alerta sobre como a intolerância, falta de diálogo e o sentimento de superioridade podem levar a humanidade a fazer coisas crueis parecerem normais. Como considerar o “operador de câmara de gás” só mais um emprego comum, na linha do “se eu não fizer, alguém vai fazer”.

Neste contexto, lembro ter assitido há algum tempo atrás um filme absurdamente emocionante: O menino do pijama listrado. Spoiler Alert: O ponto máximo do filme é a morte “por acidente” de um menino alemão em uma câmara de gás e é realmente difícil segurar a emoção. Mas desde o dia que vi o filme, me sinto um pouco culpado de só ter me emocionado pelo pequeno alemão em uma câmara que esta lotada de pessoas. Era como se na minha cabeça eu pensasse que era “normal” para a época os judeus morrerem lá, mas a criança alemã não.

Pra quem não viu, recomendo fortemente, apesar do spoiler…

Na linha de documentários, há um disponível na Netflix que é excelente “Segunda Guerra Mundial a cores”, a história é muito bem contada, facilita muito o entendimento do contexto. Confesso que dá muito sono, pois é contada em um tom de voz constante, mas vale a pena, mesmo tendo que parcelar cada capítulo em uns três cochilos.

Um ultimo pensamento quando a gente lê uma história igual a de Lale é que não podemos aceitar aquele argumento raso usado contra muitos grupos minorizados (ou minoritários, ainda estou aprendendo o termo correto), de: “viu, se ele conseguiu qualquer <pessoa do grupo> conseguiria”. São raros casos, poucas excessões de pessoas que apesar das condições adversas tiveram uma oportunidade ou outra para sobreviver ou se destacar em suas profissões.

Que consigamos a cada dia ter mais tolerância, respeito e igualdade.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s